Na demonstração, todo software de orçamento mostra a mesma coisa: abre uma composição do SINAPI, muda uma quantidade, o total recalcula. Impressiona — e não diz quase nada sobre como vai ser o seu dia a dia orçando obras. Os pontos que separam um bom software de um que você vai abandonar em seis meses aparecem no resto. (Para avaliar um sistema completo de gestão, use as 30 perguntas para escolher um ERP para construtora.)
Como escolher software de orçamento de obras: bases e composições
1. Quais bases de referência, de quais estados e meses? SINAPI, SICRO e as tabelas estaduais que você usa, nos regimes desonerado e não desonerado quando a base os publica. Veja SINAPI desonerado ou não desonerado.
2. Dá para criar composições próprias a partir das oficiais? E ajustar produtividade e coeficientes, mantendo a referência de onde a composição veio. Veja composição de custo unitário.
3. Dá para comparar o preço de um serviço entre bases? Útil para conferir referência e defender preço.
Quantitativos
4. Cada quantidade guarda a memória de cálculo? Fórmula, local, origem no projeto. Sem isso, a revisão é refeita do zero. Veja levantamento de quantitativos.
5. Dá para levantar quantidades direto do projeto? PDF, DWG, IFC, Revit — e revisar antes de aplicar no orçamento.
Preço
6. BDI e encargos configuráveis por orçamento, com a memória do cálculo e a fórmula certa (tributos "por dentro"). Veja como calcular o BDI.
7. Curva ABC de insumos e de serviços gerada do próprio orçamento. Veja Curva ABC na obra.
Revisão e entrega
8. Versões com histórico e aprovação. Quem mudou o quê, quando, e qual versão foi aprovada.
9. Relatórios prontos: sintético, analítico, composições, memória de cálculo, memória de BDI, cronograma físico-financeiro, proposta comercial. Exportação para PDF e Excel.
10. Importação de planilha. O cliente manda a planilha dele; o software consegue trazer e reaproveitar?
Depois do orçamento
11. O orçamento vira cronograma? Gantt, Curva S, histograma — a partir dos serviços orçados, sem redigitar. Veja cronograma de obra.
12. O orçamento aprovado alimenta a obra? Compras, contratos e o previsto × realizado usando a mesma estrutura. Esse é o ponto mais esquecido — e o que mais pesa para construtoras: orçamento que morre no arquivo não ajuda a controlar a obra.
O teste definitivo: peça para refazer, na frente de você, uma revisão real — trocar uma especificação, atualizar o mês de referência e gerar de novo a proposta. Quanto tempo levou?
Para quem orça para os outros × para quem executa
| Perfil | O que mais pesa |
|---|---|
| Orçamentista, consultor, profissional liberal | bases, composições próprias, quantitativos, relatórios, versões |
| Construtora que executa | tudo isso mais ligação com cronograma, compras e controle de custos |
| Licitante de obra pública | bases oficiais por mês e regime, BDI com faixas, relatórios no formato do edital |
Para o profissional autônomo, veja como orçar mais rápido e cobrar melhor.
Perguntas para a demonstração
- "Mostre uma composição própria derivada de uma do SINAPI, com produtividade ajustada."
- "Mostre a memória de cálculo de uma quantidade e como ela muda se o pé-direito mudar."
- "Troque o mês de referência do orçamento inteiro e mostre o que muda."
- "Gere a proposta e o cronograma físico-financeiro deste orçamento."
- "Mostre este orçamento sendo usado numa compra e no previsto × realizado da obra."
Um teste prático de uma hora
- Importe uma planilha de orçamento sua (ou monte 20 itens).
- Troque o mês de referência da base e veja o que muda.
- Crie uma composição própria a partir de uma oficial, com produtividade ajustada.
- Lance uma quantidade com fórmula e mude uma medida.
- Ajuste o BDI e confira a memória de cálculo.
- Gere a proposta, o sintético e o cronograma físico-financeiro.
Se em uma hora você fez tudo isso sem planilha auxiliar, o software atende o dia a dia.
Licença, usuários e suporte
- Quantas pessoas vão orçar ao mesmo tempo, e como isso é cobrado?
- As bases oficiais são atualizadas pelo fornecedor, por mês?
- O suporte conhece orçamento de obra, ou só o sistema?
- Os orçamentos ficam guardados com cópia de segurança, acessíveis de qualquer computador?
O Orçamento do EVOP
O Orçamento do EVOP atende os 12 pontos: bases oficiais e próprias por estado e mês (bases e composições), composições derivadas com produtividade ajustada, Central de Quantitativos com memória de cálculo e levantamento de PDF, DWG, IFC ou Revit, BDI e encargos por orçamento, Curva ABC, versões com aprovação, importação de planilha e relatórios prontos. E, depois de aprovado, o orçamento alimenta o planejamento, as compras e o acompanhamento de custos da obra no mesmo sistema. Solicite uma demonstração com um orçamento seu.
Perguntas frequentes
Qual o melhor software de orçamento de obras?
O que atende o seu tipo de trabalho: bases e composições próprias, quantitativos com memória, versões e relatórios — e, se você executa as obras, que ligue o orçamento ao cronograma, às compras e ao controle de custos.
Software de orçamento substitui a planilha?
Para orçamentos detalhados, sim: guarda bases, composições, memória de cálculo e versões, e gera os relatórios. A planilha continua útil para conferências pontuais.
O software precisa ter SINAPI?
Para obra pública com recursos federais, a referência de preço é o SINAPI (ou o SICRO, em infraestrutura de transportes). Para obra privada, é uma referência útil, junto com composições próprias e cotações.




