Os termos da gestão de obras, sem rodeio
De BDI a Curva S: o vocabulário do orçamento, do canteiro e do financeiro explicado de forma direta — com o caminho para ver cada conceito funcionando no EVOP.
A
Aditivo contratual
Alteração formal de um contrato de obra — de valor, prazo ou escopo. Sem controle de aditivos, medições passam do saldo contratado sem ninguém perceber.
Ver isso no EVOP →AF — Autorização de Fornecimento
Documento que formaliza o pedido ao fornecedor após a cotação aprovada: itens, quantidades, preços, prazo e condições. É a referência para conferir a entrega e a nota fiscal no recebimento.
Ver isso no EVOP →Apropriação de custos
Apontar cada custo (material, mão de obra, equipamento, serviço) para a obra e para a etapa do orçamento em que foi consumido. É o que torna possível o previsto × realizado por etapa.
Ver isso no EVOP →B
BDI — Benefícios e Despesas Indiretas
Percentual aplicado sobre o custo direto do orçamento para cobrir despesas indiretas, impostos, riscos e lucro, formando o preço de venda. Cada orçamento pode ter um BDI próprio.
Ver isso no EVOP →Boletim de medição
Documento que registra as quantidades executadas por um empreiteiro em um período, conferidas contra o saldo do contrato. A medição aprovada gera o pagamento, já com retenções aplicadas.
Ver isso no EVOP →C
Caução
Garantia financeira retida do contratado para assegurar o cumprimento do contrato, devolvida conforme as condições acordadas ao final dos serviços.
Ver isso no EVOP →Composição de custo unitário
Detalhamento de um serviço em seus insumos (mão de obra, materiais, equipamentos) com coeficientes de consumo e produtividade. Ex.: 1 m² de alvenaria = pedreiro (0,9 h) + servente (0,45 h) + blocos + argamassa.
Ver isso no EVOP →Cronograma físico-financeiro
Distribuição das etapas da obra no tempo com os valores correspondentes, mostrando o desembolso previsto por período. Base do planejamento e do acompanhamento de avanço.
Ver isso no EVOP →Curva ABC
Classificação dos insumos ou serviços por representatividade no custo total. Os itens "A" (poucos, caros) merecem negociação prioritária; os "C" (muitos, baratos) pedem processo ágil.
Ver isso no EVOP →Curva S
Gráfico do avanço acumulado (físico ou financeiro) da obra ao longo do tempo, com formato de "S". Comparar a Curva S prevista com a realizada revela atrasos e desvios de ritmo.
Ver isso no EVOP →D
Diário de obra (RDO)
Registro diário de atividades, clima, efetivo, equipamentos e ocorrências do canteiro. O RDO (Relatório Diário de Obra) documenta a execução para contratos, fiscalização e defesa técnica.
Ver isso no EVOP →DRE — Demonstração do Resultado do Exercício
Relatório gerencial que confronta receitas e custos para mostrar o resultado. Na construção, o DRE por obra revela a margem real de cada projeto — não só da empresa como um todo.
Ver isso no EVOP →E
Empreitada
Contratação de serviço por escopo fechado (global ou por preço unitário), executado por terceiro. O controle exige contrato com itens, medições contra saldo e retenções.
Ver isso no EVOP →Encargos sociais
Percentuais sobre a mão de obra que cobrem obrigações trabalhistas e previdenciárias (INSS, FGTS, férias, 13º…). Variam entre regime onerado e desonerado — usar o errado distorce o orçamento.
Ver isso no EVOP →G
Geocerca
Perímetro virtual em torno da obra usado para validar registros de ponto por geolocalização: o colaborador só consegue registrar dentro da área definida.
Ver isso no EVOP →I
INCC
Índice Nacional de Custo da Construção, usado para corrigir parcelas de contratos de venda de imóveis durante o período de obra.
Ver isso no EVOP →Insumo
Cada recurso que compõe um serviço: material, mão de obra ou equipamento. Os insumos e seus preços formam as composições de custo do orçamento.
Ver isso no EVOP →M
Mapa de cotações
Comparativo lado a lado das propostas de fornecedores para uma mesma lista de itens: preço, prazo, frete e condições. Permite decidir por item ou por pacote, além do menor preço.
Ver isso no EVOP →Medição física
Registro do avanço real dos serviços da obra (percentual ou quantidade executada) por período. Alimenta a Curva S e o comparativo previsto × realizado.
Ver isso no EVOP →Memória de cálculo
Registro da origem de cada quantidade do orçamento: fórmulas, dimensões e critérios. Sem ela, o orçamento não pode ser conferido nem defendido em licitação ou auditoria.
Ver isso no EVOP →Mês de referência
Mês da coleta de preços de uma base oficial (ex.: SINAPI 05/2026). Todo orçamento sério registra a base e o mês usados — misturar referências invalida comparações.
Ver isso no EVOP →O
OFX
Formato de arquivo de extrato bancário exportado pelos bancos. Importado no sistema, permite conciliar cada movimento do banco com os títulos do financeiro sem digitação.
Ver isso no EVOP →P
Previsto × realizado
Comparação entre o que foi orçado/planejado e o que de fato aconteceu, por etapa da obra. É o indicador que mostra onde o custo ou o prazo desviou — a tempo de corrigir.
Ver isso no EVOP →Q
Quantitativo
Quantidade de cada serviço ou insumo levantada do projeto (m², m³, kg, un…). O levantamento de quantitativos com memória de cálculo é a base de um orçamento confiável.
Ver isso no EVOP →R
Requisição de materiais
Solicitação formal de materiais ou serviços feita pela obra, com quantidades e prazo de necessidade. Dá início ao fluxo de compras: cotação, aprovação, pedido e entrega.
Ver isso no EVOP →Retenção contratual
Percentual descontado de cada medição do empreiteiro como garantia (técnica ou trabalhista), liberado conforme o contrato. Calculada manualmente, costuma se perder entre as parcelas.
Ver isso no EVOP →S
SICRO
Sistema de Custos Referenciais de Obras do DNIT, referência oficial de preços para obras de infraestrutura de transportes.
Ver isso no EVOP →SINAPI
Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Caixa/IBGE). Referência oficial de preços mais usada no Brasil, obrigatória em obras com recursos federais.
Ver isso no EVOP →Mais fácil do que decorar termos: ver funcionando.
Na demonstração, cada conceito aparece na tela, no contexto da sua obra.
