"Quanto custa?" é a primeira pergunta de quem pensa em sair da planilha — e a resposta mais útil não é um número, é uma conta. Um sistema tem custos que aparecem na fatura e outros que não aparecem. (Se você está comparando fornecedores, use também as 30 perguntas para a demonstração.) A falta de um sistema também: ela nunca chega como boleto, mas aparece no fechamento das obras.

Quanto custa um sistema de gestão de obras: as quatro partes

1. Mensalidade

A maioria dos sistemas de gestão de obras cobra por assinatura mensal, que varia com:

  • o plano (quais módulos estão incluídos: orçamento, obras, financeiro, compras, contratos, estoque, RH, incorporação…);
  • o número de usuários que vão usar o sistema no escritório;
  • a forma de pagamento (mensal ou anual, que costuma ter desconto).

Pergunte sempre: o que está incluído no plano? Cada usuário a mais custa quanto? Aplicativo de campo e suporte estão incluídos?

2. Implantação

Configurar empresas, obras, plano de contas, perfis de acesso e alçadas; importar cadastros e orçamentos; treinar cada setor. Pode ser cobrada à parte, uma vez só, ou estar embutida. Pergunte o que entra na implantação e quem faz a importação dos dados.

3. Tempo da sua equipe

O custo que ninguém coloca na proposta: as horas que engenharia, compras e financeiro vão dedicar à configuração, ao treinamento e às primeiras semanas de uso. É o item que decide se a implantação dá certo — e é proporcional a quanto o sistema se parece com a rotina de uma construtora.

4. Extras

Módulos adicionais, integrações, armazenamento de arquivos, consultoria. Peça a lista do que é cobrado à parte.

Compare propostas pelo custo total em 12 meses (mensalidades + implantação + extras), não pela mensalidade do primeiro mês.

O outro lado: quanto custa não ter

Para uma construtora com quatro obras e R$ 8 milhões de faturamento anual, exemplos de custos que um controle melhor evita (valores ilustrativos):

Custo da falta de controleEstimativa anual
30 horas por mês consolidando planilhas, a R$ 60/hR$ 21.600
Compras urgentes: 15% das compras de material com 8% de sobrepreço (sobre R$ 3 milhões)R$ 36.000
Medições sem conferência: 1% de serviço pago e não executado (sobre R$ 2,5 milhões)R$ 25.000
Serviço extra não cobrado do clienteR$ 30.000
Um mês de atraso numa obra (administração local)R$ 25.000
TotalR$ 137.600

Mesmo que o seu número real seja a metade disso, ele costuma ser várias vezes o custo anual de um sistema para uma construtora desse porte. Os vazamentos estão detalhados em margem da construtora: 7 vazamentos.

Como fazer a sua conta

  1. Quanto tempo a equipe gasta consolidando informação? Horas por mês × custo da hora.
  2. Quanto das compras foi urgente no último trimestre? Estime o sobrepreço e o custo da equipe parada.
  3. Qual foi a diferença entre a margem prevista e a realizada nas últimas obras? Parte dela é falta de controle.
  4. Quantas obras a empresa recusou ou adiou por falta de estrutura?

Some e compare com o custo total do sistema em 12 meses.

Como comparar duas propostas

Exemplo ilustrativo com duas propostas para a mesma construtora:

Proposta AProposta B
MensalidadeR$ 900R$ 700
ImplantaçãoincluídaR$ 3.000
Módulo de contratos e mediçõesincluídoR$ 250 por mês
Aplicativo de campoincluídoR$ 150 por mês
Custo em 12 mesesR$ 10.800R$ 16.200

A proposta com a menor mensalidade sai 50% mais cara no ano. Sempre peça o custo total com os módulos que você vai realmente usar.

Mensal ou anual?

O pagamento anual costuma ter desconto, mas compromete o caixa de uma vez. Para quem ainda está testando a adesão da equipe, o mensal dá flexibilidade; para quem já decidiu, o anual reduz o custo. Pergunte também o que acontece se a empresa crescer no meio do ano (usuários a mais, mudança de plano).

O barato que sai caro

  • Sistema genérico mais barato, que não tem medição de empreiteiro nem custo por etapa: a equipe volta para a planilha e a mensalidade vira desperdício. Veja ERP genérico ou sistema para construção.
  • Sistema sem implantação: um sistema vazio, sem dados e sem treinamento, que ninguém usa.
  • Sistema que não vai ao canteiro: se a obra não registra, o escritório continua no escuro. Veja aplicativo de gestão de obras.

Quanto custa o EVOP

O EVOP é cobrado por plano e pelo número de usuários de gestão. Na página de planos há um simulador: você escolhe quantas pessoas vão usar e vê o valor na hora — já com a licença do Orçamento e a implantação, sem letra miúda. Os planos vão do básico (orçamento, obras e financeiro) ao completo (com compras, estoque, contratos e medições, e depois incorporação, equipamentos e RH), e todos incluem inteligência artificial nos módulos do plano. O pagamento anual à vista equivale a 10 mensalidades.

A implantação é feita por etapas — diagnóstico, configuração, importação de dados, treinamento por setor e acompanhamento — com um responsável do EVOP no projeto, e o suporte é por chat e e-mail com uma equipe que conhece obra. Para ver se faz sentido para a sua operação, fale com um especialista.

Perguntas frequentes

Quanto custa um software de gestão de obras?

Depende do plano (módulos), do número de usuários e da forma de pagamento. Compare o custo total em 12 meses, incluindo implantação e extras.

Vale a pena pagar por um sistema sendo uma construtora pequena?

Vale quando o custo da falta de controle — horas de consolidação, compras urgentes, medições sem conferência, atrasos — passa do custo do sistema. Para muitas construtoras pequenas, isso acontece a partir da segunda ou terceira obra simultânea. Veja ERP para construtora pequena.

A implantação é cobrada à parte?

Em muitos sistemas, sim, como valor único. Pergunte o que está incluído: configuração, importação de dados, treinamento e acompanhamento.